Diga não ao Homenzinho de Merda

6.5.14
Uma campanha Lugar de Mulher™ por um mundo melhor.
Certa feita estava eu em uma festa quando um rapaz começou a flertar comigo e, seguindo a etiqueta social, eventualmente nos beijamos. Ocorre que, apesar de belo, era tosco e me falou alguma coisa – que o consumo de álcool não me permite lembrar. Só lembro da sensação que tive. Aquele aftertaste de cansaço e amargura me fez sentir um asco tão forte que na hora me afastei dele. Em seguida fiz o que, possivelmente ainda hoje, seja uma das coisas mais sinceras da minha vida. Levei minha mão até seu queixo (ele achou que receberia carinho, pois certamente acreditava estar arrasando),  segurei seu maxilar, olhei em seus olhos e disse: homenzinho de merda! E fui embora pra minha casa.
Depois fiquei meio culpada, pensando que não se trata ninguém assim. Mas, ao encontrar minhas amigas logo em seguida, fui tão celebrada por meus feitos que, cara***, entendi que esse cansaço não era um caso isolado, nem era só meu. Era sintoma universal de algo maior e mais escroto: a cultura do homenzinho de merda.
Um homenzinho de merda é o cara que não vê separação entre flerte e assédio, que anula qualquer debate com “sua louca”, que impõe seu modus operandi como universal, um reizinho capaz de defecar pela boca na velocidade da luz. Mas eu nem preciso te dizer isso, né, certeza que tu já sabe EXATAMENTE o que é um homenzinho de merda, como ele se porta e, quiçá, onde vive. Infelizmente.
E se engana quem pensa que isso é privilégio do mundo hetero. Amigo da minha prima, Delaney, tem um conhecido que é gay e é quase um estudo de caso do tema.
Então resolvi fazer um pequeno passo-a-passo sobre como evitar os Homenzinhos de Merda em diversas situações:
1. Seu amigo acredita que estar com o coração partido dá passe-livre para dizer que “todas as mulheres são vadias”?
Pague uma pinga para ele e peça que ele só volte a entrar em contanto contigo quando tiver deixado de ser um homenzinho de merda.
2. Seu namorado “não gosta de fazer se** oral”?
Termine com ele e vá jogar Sudoku (dá na mesma).
3. Aquele colega de empresa adora contar piada com loiras?
Saia andando quando ele abrir a boca.
4. Seu pai defende que em briga de marido e mulher não se mete a colher?
Responda “Papai, eu te amo, mas o senhor está se envergonhando assim”.
5. Seu coleguinha faz piada com a campanha Chega de Fiu Fiu?
Mande ver nesse block amigs, ele serve pra isso.

Estamos tão empenhadas nessa campanha que Polly fez até esse ^ bannerzinho pro teu blog.
Dissemine a campanha, vamos levar esse conhecimento para todas as pessoas que, por não saberem da existência dessa tipificação, acreditam que elas é que estão erradas.
Achei esse texto interessante e resolvi compartilhar com vocês, porque como vocês sabem um dos temas abordados nesse blog é o feminismo. Então, nada mais válido repassar para vocês. E espero que esse texto se espalhe pelo mundo blogger como uma forma de alerta e ajuda.

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